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Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa
Resumo


ENTRE SILÊNCIOS E RUÍDOS: A PRODUÇÃO ARTÍSTICA BRASILEIRA NA DÉCADA DE 80.

Autores:
Gabriela Fernandes de Carvalho (UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)

Resumo:

 

Acaba em 1985 a ditadura militar no Brasil, após vinte e um anos de cerceamento de diretos e vozes, o silenciamento imposto pelo regime continua incidindo mesmo após a redemocratização. Partindo desse cenário iremos analisar, a partir da relação interartes, os possíveis caminhos encontrados pela arte brasileira produzida na década de 80. A primeira geração pós-ditadura, o primeiro voto direto para presidente, geração pós-vanguardas, pós-tropicalismo, pós-geração mimeógrafo, de que forma se apresenta na literatura e nas artes? Uma geração que se volta mais para si e para as mazelas pessoais, do que para os acontecimentos da nação, que possui uma aparente dívida cultural e política com as gerações anteriores e que inicia com uma grande promessa de esperança com a abertura, mas que apresenta índices sociais deploráveis. Geração ainda marcada pela atmosfera de medo e censura que imperavam na ditadura e que inevitavelmente irá incidir nas produções artísticas da década. . Para tal, analisaremos o silenciamento e a violência (física e simbólica) em duas obras produzidas nesse período, a saber “Alguma coisa urgentemente”, conto do escritor gaúcho João Gilberto Noll, publicado no livro O cego e a dançarina (1980) e a adaptação fílmica Nunca fomos tão felizes (1984), de Murilo Salles.


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FAPEMIG