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Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa
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Preconceito Polidez e Impolidez Linguística na (Re) construção do Racismo nas interações verbais do português brasileiro – PB

Autores:
Tatiana Martins Oliveira da Silva (UNILAB - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira)

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O racismo é um fenômeno de caráter ideológico. Nele temos a produção dos marcadores de identidade nos grupos sociais e de simbologias (MUNANGA, 1999), (HIRATA, 2014). Objetivo desta pesquisa é analisar as estratégias de Polidez e Impolidez linguística utilizadas na preservação da face e que trazem ideologias racistas em interações verbais do português brasileiro. Temos como fundamentação teórica o conceito de Preservação da Fachada de Eving Goffman (2012), o conceito de Ideologia de Thompson (2011), os conceitos de Polidez Positiva e Polidez Negativa de Brown e Levinson (1987) e os conceitos de Legitimação Branca e Branquitude vs Negritude” de Franz Fanon (2008). Esta pesquisa é de caráter qualitativo e tem um caráter Linguístico-pragmático. Nossa metodologia está baseada no Grupo Focal com 30 estudantes brasileiros e africanos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira – UNILA/Ceará. Dos resultados parciais obtidos, observamos que o racismo produz formas de violência verbal que podem aparecer como polidas ou impolidas nos enunciados como modo de preservação da Fachada tornando a fala não-racista e preservando a fachada de quem as pronuncia. Dos 30 entrevistados, em três grupos de dez pessoas, cinquenta porcento deles demostraram os mecanismos de preservação da fachada com base em estereótipos racistas e cerca de oitenta porcento dos brasileiros demostram ideologias neocoloniais tanto na face positiva quanto na face negativa.

Palavras-chave: Polidez e Impolidez Linguística. Preservação da Fachada. Racismo pós-colonial. Português Brasileiro.